terça-feira, 16 de junho de 2009

CUIDADO COM OS ESPANHÓIS!



Olá amigos!

Não foi sem motivo que fiz as postagens anteriores sobre turismo, e sobretudo espanhol. É que nestes dias dos feriados, nós e um grupo de amigos, resolvemos dar um passeio longo mas recompensador.

Foi assim que na passada quinta-feira, nos fizemos ao caminho partindo das Caldas da Rainha em direcção a Badajoz e parando em Mérida para almoçar. A viagem correu lindamente até porque o Mini-Bus que nos transportou reunia todas as condições de comodidade que se desejam para uma viagem deste género. O almoço foi razoável e servido com a celeridade que pretendíamos. Havia depois disso, que chegar rápido a Córdoba para a primeira visita histórica do programa, a famosa Mesquita de Córdoba. Sabíamos os horários de visita e conseguimos chegar trinta minutos mais cedo que a hora de encerramento.





Aqui começaram os problemas. Chegados à porta, o segurança de serviço que acabara de deixar entrar alguns turistas de nacionalidades que não identificámos, barrou-nos a entrada dizendo-nos apenas que por aquele dia as visitas estavam encerradas. Isto trinta minutos antes do horário afixado e depois de se ter apercebido que éramos portugueses.

De nada serviram as reclamações e os pedidos de compreensão e remeteu-nos para o dia seguinte. Foi o que fizemos, pois já prevíamos ficar por Córdoba naquela noite. No dia seguinte, manhã cedo, o nosso grupo entrou então sem contratempos na Mesquita e fez a sua visita de olhos arregalados pois muitos de nós relembrámos as fotos dos livros de escola do nosso tempo. Tudo parecia ir bem, até que alguém resolveu sentar-se na lateral de um confessionário existente dentro da Mesquita, pedindo que lhe tirassem uma foto. Verdade que o confessionário tinha uma fita em frente para não ser utilizado, mas era fácil o acesso lateral e uma simples foto de recordação não profanaria o respeito que o dito confessionário nos merecia. Pois muito bem, alguns segundos após a foto, um dos muitos seguranças que por ali “gravitam” chegou perto do nosso amigo e perguntando-lhe se tinha tirado uma foto sentado no confessionário, solicitou-lhe que o acompanhasse. Ficámos confusos e decidimos ir todos para sabermos o que se iria passar. Ninguém se apercebeu de qualquer falta de respeito ou abuso com a cena da foto e não entendíamos a reacção. Enquanto isto, um outro segurança, solicitava via intercomunicador, reforços para expulsar um grupo de portugueses que tinham provocado alguma instabilidade na Mesquita. Falso e inacreditável!






O diligente segurança, o que encaminhou o nosso amigo até à porta de saída, ali chegado convidou então o “profanador” a sair da Mesquita. Sem mais nada! Ou seja, este “incompetente” segurança não foi a solução do problema, se é que existiu, mas sim o próprio problema. Bastaria uma simples chamada de atenção para o sucedido e tudo não passaria de uma infeliz mas inocente atitude.

Não satisfeito com a proeza, vangloriou-se depois pelo intercomunicador, não sei para quem, que tinha acabado de expulsar um grupo de portugueses. Um “bazófias incompetente” e “racista” que para além de tudo mais mentia pois apenas convidou um de nós a sair. Inacreditável!






Ultrapassado o incidente, seguimos a nossa viagem em direcção a Granada para uma nova visita, desta vez a um novo monumento de tirar a respiração: o Palácio Alhambra e os jardins do Generalif. Como chegámos ao fim da manhã, decidimos almoçar primeiro e fazer a visita depois. Tudo estava preparado para que depressa o pequeno incidente anterior, fosse esquecido. Pura ilusão. Ao chegarmos à entrada, apenas nos venderam entradas para os jardins porque para o Palácio as visitas estavam esgotadas. Eram 15h 30m! Brilhante!

Desta vez, não atribuímos a responsabilidade aos espanhóis, mas sim à operadora dos serviços da nossa viagem que não nos avisou que seria necessário marcar as entradas com antecedência. Tudo isto, ao fim de seiscentos ou setecentos quilómetros de viagem e com tudo o que já se tinha passado, é obra!

Mas a vida não pára e a nossa viagem também não e por isso continuámos em direcção a Marbella, passando por Torremolinos, Benalmadena, Fuengirola com paragem para uma pequena visita a Mijas, de vistas deslumbrantes e as suas características ímpares de povoação espanhola. Aqui se popularizaram os Burro-Táxi para turista ver e… passear.





Marbella foi então, o destino final daquele dia e aí sim, aí tudo correu sobre rodas. Valeu a pena e sentimo-nos de alguma forma recompensados dos “azares” que nos tinham acontecido até ali. Uma estadia a pedir repetição.

No dia seguinte, seguimos para Sevilha, não sem antes termos passado por Puerto Banús, deleitando as vistas nos inúmeros iates ali ancorados, para todos os gostos, muitos deles à venda também. Sinais da crise ou talvez não.

Em Sevilha, um bom almoço foi a melhor entrada para uma visita à Catedral que se adivinhava repousante. Como o horário de visitas era até às dezassete horas, hora local, estávamos muito a tempo pois apresentámo-nos à porta pelas dezasseis horas da tarde. Pensávamos nós!





Nem queríamos acreditar! Portas encerradas pois naquele dia, uma cerimónia religiosa obrigara os responsáveis do templo a encerrar às 15h 30m! Sem comentários!

Encerrámos assim, a parte histórica do nosso passeio e iniciámos o regresso a Portugal, tendo entrado no país por Vila Real de Santo António.

Um excelente jantar em Grândola fez questão de deixar em todos nós um cheirinho a recompensa e conseguiu-o! Cerca da meia-noite estávamos nas Caldas da Rainha.

Foi uma excelente viagem de confraternização entre amigos que souberam encontrar entre si os motivos suficientes para desvalorizar os incidentes. Acima de tudo esteve a amizade que nos une e nos incentiva a continuar a acreditar que vale a pena ter amigos.

Fica-me no entanto a má imagem de um Turismo espanhol que sempre acreditei estar virado para o mundo, mas que afinal, não encontrou as melhores soluções para que aqueles que os visitam, quer em horários quer no pessoal que utiliza na guarda dos seus monumentos.





Por mais que nos acenem com “nuestros hermanos”, a realidade é bem diferente e são muitos os espanhóis que sofrem de racismo e não nos suportam. Vá lá saber-se porquê!

Pela minha parte, sinto-me bem por ter regressado ao meu país onde tudo e todos nos recebem superiormente e aos turistas oferece a hospitalidade que caracteriza o povo português.

É claro que nem todos os espanhóis reagem assim, e encontrámos alguns que souberam ser dignos da condição de anfitriões e vizinhos, mas são muitos os que nos hostilizam e recebem mal.

Diz o povo que “de Espanha nem bons ventos nem bons casamentos” e neste momento subscrevo por baixo o tal ditado porque é o que me vai na alma.

Não fiquei entusiasmado em voltar de novo ao país vizinho e farei chegar a quem de direito a minha indignação pela forma como fomos (mal) recebidos e (mal) tratados e o meu lamento por não termos podido visitar aquilo que Espanha tem de muito valioso na sua história, o seu património histórico. Não fora o agradável convívio que existiu entre nós e tinha sido uma viagem de quase dois mil quilómetros feitos em vão. Algo vai mal no turismo espanhol. Algo está errado entre os nossos dois povos.

GOLDFINGER



4 comentários:

Filoxera disse...

Belo passeio!
Anda ausente. Espero que esteja bem.
Beijinhos.

elvira carvalho disse...

Um excelente passeio. Faltou uma ida a Malaga, e para uma visita à Catedral, ao castelo de Gibralfaro, e a Alcazaba, em cujos jardins e recantos me perdi uma tarde inteira.
Sabe que fiz esse passeio itenerário há quatro anos? Mas com uma diferença. Fomos para Marbelha dez dias de férias, eu e minha irmã e respectivas caras metade. E a cada dia saíamos de manhã para uma localidade escolhida, e passavamos lá o dia só regressando a Marbelha à noite. Não tivemos nenhum problema. Também o nosso Espanhol era tão perfeito, que toda a gente nos perguntava se eramos italianos, veja só.
Um abraço e tudo de bom

Fatima disse...

Bem fiz eu que andei pelas nossas Beiras e fui tratada nas palminhas das mãos por todos....

Fatima disse...

Já agora. Naquele site de que falámos, já está o programa da Agonia....