quarta-feira, 29 de abril de 2009

CUIDADO COM OS CHEQUES QUE PASSAM!


Caneta 'mágica' usada para falsificar cheques

Um homem passou um cheque para pagar uma compra, mas quando viu a conta bancária apanhou um susto. O cheque tinha sido adulterado com recurso a uma caneta que permite fazer sumir a tinta e aumentar o valor.

A burla foi detectada pela PSP de Lisboa, na sequência de uma queixa. Ontem, o Comando metropolitano de Lisboa emitiu um alerta em comunicado, no qual pede cautelas e dá conselhos.

O caso está a ser investigado pela Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa e pelo próprio Comando, sob a tutela do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, do Ministério Público.

A PSP salienta que, para já, apenas tem conhecimento de um caso, mas fonte policial adiantou ao JN que estão a ser feitas diligências junto de outros comandos do país para tentar perceber se este método de burla foi usado mais vezes e em que circunstâncias.

O truque é simples. Tão simples que funciona. Imagine-se a fazer uma compra. Chega a altura de pagar e pergunta se pode fazê-lo com cheque. A resposta é afirmativa e, num gesto simpático, até lhe oferecem uma caneta para o preencher. O pior é quando, algum tempo depois, vai consultar o saldo num multibanco e se apercebe de que levou um "rombo" nas finanças.

Na base da burla esteve uma caneta de venda livre, dotada de uma tinta especial e de uma borracha que permite apagá-la. Ao vigarista basta fazer desaparecer o valor numérico e o valor por extenso e substituí-lo por outro mais elevado

A queixa respectiva levou a PSP a solicitar uma perícia ao cheque em causa, tendo sido então detectada a alteração, chegando as autoridades à conclusão de que muito provavelmente se tratará de uma dessas canetas, embora não haja ainda quaisquer certezas.

CARLOS VARELA

JN




Comentário:

Creio que estas canetas nem são novidade, pois julgo que já tinha ouvido falar delas há uns anos. Neste momento, voltam a ser faladas, porque todas as artimanhas servem para cometer os mais variados crimes. Sinais da crise, que vai afectando milhares e milhares de portugueses, sinais da má formação de muitos, a verdade é que assistimos diariamente, com preocupação, ao aumento da criminalidade em Portugal. Soluções? Nem vê-las!

Não acho no entanto, que a crise seja a desculpa para tudo, e muito menos para ser utilizada como justificação dos crimes que vão aumentando.

A nossa segurança está ameaçada e é preciso andar-mos de olhos bem abertos.

Ainda sou de um tempo em que passear por Lisboa à noite era pacato e não se corriam praticamente perigos de maior.

Talvez tenha sido privilegiado, pois aos dezoito anos já tinha carta e carro, um Hillman Imp, branco, cuja velocidade máxima deveria ser aí uns 120 Km/hora desde que fosse a descer. Fraquinho mas lindo de morrer. Era meu!

E falo nele porquê? Porque muito naturalmente, com aquela idade e já com carro, as namoradinhas não eram difíceis de arranjar. Escolhiam-se os melhores locais, e quando digo melhores, quero dizer os mais escondidos, e desde que se proporcionasse, lá íamos até alguns locais que hoje nem é bom falar.

Lembro-me por exemplo, de belas tardes passadas por entre o arvoredo de Monsanto, onde o único incómodo, eram os “mirones” que acabava-mos por afugentar com pinhas e paus.

Hoje? Bem, hoje nem se calhar no centro de Lisboa será seguro. Por isso, todos os cuidados são poucos. Cuidem-se

Fotos da Net

GOLDFINGER


3 comentários:

Fatima disse...

Infelizmente já não é só a caneta mágica que "permite" falsificar cheques. Há por aí um grupo de seres, que até nos passados à máquina de escrever, conseguem apagar tudo e escrever de novo. Já tive um caso destes na mão. Recomendo que não se passem cheques, mas,caso se passe, utilizar sempre um carimbo, ou um escrito de forma bem visível no próprio cheque com a frase: "Não à Ordem".

Dalinha Catunda disse...

Acho que a maior crise é a da ética. Muitos não sabem mais o que é isso.Hoje não podemos mais relaxar, temos que redobrar a atenção em tudo.
Quanto ao carrinho e as namoradas!!! meu medo é que você venha a ter uma crise de consciência.
Um abraço,
Dalinha

Isamar disse...

Hoje, todos os cuidados são poucos em quaisquer locais.
Bem-hajas pelo alerta.

Mil beijinhos cheios da mais pura amizade